Criptografia de PDF

Também conhecido como: PDF criptografado · Encriptação de PDF · AES-256

Criptografia de PDF é a cifragem dos textos e fluxos de dados do arquivo (páginas, imagens, fontes) com uma chave que só se obtém com a senha correta.

Criptografar um PDF é cifrar os textos (strings) e os fluxos de dados (streams) do arquivo, que é onde ficam as páginas, as imagens e as fontes. Segundo a especificação do formato, a criptografia existe desde o PDF 1.1 e se aplica a esses dois tipos de objeto. Números, valores lógicos e a estrutura geral do arquivo não são cifrados, o que permite acesso direto aos objetos.

Para abrir o conteúdo é preciso a chave, e a chave só se obtém com uma das senhas do arquivo.

Os dois tipos de senha

O padrão do PDF prevê duas senhas, e a confusão entre elas leva muita gente a achar que “PDF com senha não protege nada”.

A senha de abertura (senha de usuário) é a que o leitor pede antes de mostrar o documento. Sem ela, o leitor não decifra o conteúdo.

A senha de permissões (senha de proprietário) controla o que se pode fazer depois: imprimir, copiar, editar. Um arquivo pode ter só essa senha. Nesse caso a senha de abertura fica vazia, o leitor decifra o arquivo sozinho e o documento abre sem pedir nada. Como o próprio leitor precisa da chave para exibir o arquivo, as restrições dependem de o programa obedecê-las. A documentação do qpdf resume: qualquer software capaz de ler o arquivo tem a chave, então a segurança das restrições é imposta apenas pelo software.

Para impedir o acesso ao conteúdo, o que vale é a senha de abertura.

Os algoritmos

A especificação prevê dois algoritmos de cifragem: RC4 e, desde o PDF 1.6, AES.

RC4 de 40 bits: o mais antigo. A documentação do qpdf diz que a chave de 5 bytes pode ser descoberta por tentativa e erro, de modo que esses arquivos não são seguros nem com senha forte.

RC4 de 128 bits: a mesma fonte classifica o RC4 como inseguro.

AES de 128 bits: previsto desde o PDF 1.6. O qpdf considera AES o único modo seguro do manipulador padrão, mas observa que, usando AES, não há motivo para ficar nos 128 bits.

AES de 256 bits: introduzido na extensão nível 3 do PDF 1.7 e adotado como padrão no PDF 2.0 (ISO 32000-2). O qpdf indica que a revisão 6 é a única não obsoleta no PDF 2.0.

Quanto à senha, o qpdf compara um arquivo AES-256 com senha forte ao uso de uma ferramenta geral de criptografia como gpg ou openssl. Uma senha curta ou previsível continua sendo o ponto fraco, porque quem tenta abrir o arquivo testa senhas, não ataca o algoritmo. Frases longas são mais difíceis de adivinhar.

O que fica de fora

A criptografia cobre strings e streams. Por padrão o fluxo de metadados do documento também é cifrado, mas a especificação traz a opção EncryptMetadata (PDF 1.5 em diante) que permite deixá-lo sem criptografia. Em um arquivo assim, dados como título e autor gravados nesse fluxo podem ser lidos sem a senha. Confira os metadados antes de enviar um documento sigiloso e evite títulos que revelem o assunto.

O nome do arquivo também não é protegido pela criptografia, porque não faz parte do conteúdo do PDF.

Na prática

Ao enviar um documento sigiloso por e-mail, mande a senha por outro canal. Se a senha for no mesmo e-mail do anexo, quem interceptar um recebe o outro.

A ferramenta de proteger PDF aplica uma senha, no navegador, e usa essa mesma senha como senha de abertura e de proprietário, com cópia e edição restritas. Ela não permite escolher o algoritmo e grava AES de 256 bits na revisão 5 (extensão nível 3 do PDF 1.7), não na revisão 6 do PDF 2.0. O algoritmo de cifragem é o mesmo; a revisão 6 muda a forma de derivar a chave a partir da senha, deixando mais lentas as tentativas de adivinhá-la. Se você tem a senha de um arquivo seu e quer removê-la, use desbloquear PDF. O guia de segurança de PDF cobre o resto.

Fontes

Consultadas em 21/10/2026.